Efeitos pré-calculados

Quando o artigo já traz o efeito e você só precisa agrupar

Use este módulo quando você extraiu dos artigos o efeito já calculado, em vez das contagens brutas. É o caso típico das razões de risco (HR) de análises de sobrevida, que raramente vêm com dados suficientes para recalcular.

Siga o fluxo em três passos. Aqui trato dos três formatos de entrada e do campo que decide se a sua análise vai sair certa.

Passo 1, os dados

São três submódulos, escolhidos na página anterior. Escolha o que corresponde ao que você conseguiu extrair dos artigos.

Formato Colunas obrigatórias Precisa de erro-padrão?
TE com IC 95% study, TE, lower, upper não
TE com erro-padrão study, TE, seTE sim
Conjunto completo study, TE, seTE, lower, upper sim

n.e e n.c são opcionais nos três formatos e aparecem no forest plot quando presentes. Qualquer outra coluna fica disponível para subgrupo e meta-regressão.

O que cada formato pede

O TE com IC 95% é o único em que você não digita erro-padrão nenhum: o app o deriva do intervalo. Os outros dois pedem o seTE diretamente.

O Data check confere as colunas, conta os estudos e valida a coerência do intervalo, exigindo lower <= TE <= upper. Se você inverteu duas colunas, ele avisa aqui, antes de a análise rodar.

Passo 2, os parâmetros

Outcome settings

Outcome name, If the outcome increases, is that beneficial or harmful?, Experimental group name e Control group name funcionam como no módulo binário.

Summary measure (sm) (padrão HR) oferece seis opções, e aqui ele faz mais do que rotular o eixo: ele decide se os seus números passam por transformação logarítmica.

  • Medidas de razão: HR, RR, OR. O agrupamento acontece na escala logarítmica e o resultado volta para a escala original nos gráficos.
  • Medidas de diferença: RD, MD, SMD. Não há transformação.

A escala do TE

Este é o ponto onde mais se erra, e vale ler com atenção.

Para medidas de razão, o MetaVidence espera o valor como reportado no artigo, não o logaritmo. Se o artigo diz “HR 0,76 (IC 95% 0,61 a 0,95)”, você digita 0,76, 0,61 e 0,95. Digitar o logaritmo faz o app rejeitar a planilha, já que ele exige valores positivos nas medidas de razão.

Para medidas de diferença, o valor já está na escala certa e nada é transformado.

Confira o sm antes de rodar

O sm escolhido em Outcome settings decide se os seus números passam pela transformação logarítmica. Escolher MD quando os dados são razões, ou o contrário, produz um resultado que parece plausível e está errado. É o tipo de erro que nenhuma validação pega, porque os números são todos válidos.

Atenção: o seTE vai numa escala diferente do TE

Nas medidas de razão os dois campos não usam a mesma escala. O TE vai como reportado, 0,76. O seTE vai na escala logarítmica, que é como os artigos o reportam e como o cálculo o usa. Para o exemplo acima, seTE seria 0,113, e não 0,087.

Errar isso não gera erro nenhum: sai um intervalo de confiança plausível e errado. O jeito de não passar por essa decisão é usar o formato TE com IC 95%, que dispensa o seTE.

Statistical settings (advanced)

Analysis model, Tau method, Random CI method e Prediction method funcionam exatamente como em o fluxo.

Prediction interval vem desligado por padrão (No) nos três submódulos.

Não existe campo Method: o efeito já vem calculado, então o agrupamento é sempre pelo inverso da variância.

Passo 3, exportação e resultados

Todos os cartões do módulo binário estão aqui, com o mesmo comportamento: Forest plot, Leave-one-out analysis, Funnel plot, Small-study effects com o teste de Egger, Subgroup analysis e Meta-regression, mais as duas tabelas-resumo em XLSX.